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sexta-feira, 21 de julho de 2017

RECEPTIVIDADE


Há tantas pessoas que se passeiam pelos caminhos da vida como recipientes vazios que estão à espera de ser cheios!
Mas por quê esperar?
Cada ser, cada objeto que elas encontram, tem virtudes particulares.
Que elas aprendam a reconhecer essas virtudes, que se abram a esses seres, que se inspirem neles, e nunca mais se sentirão vazias nem sós.
Tudo o que existe na terra e no céu pode dar algo de bom. Mas recebê-lo depende de nós; para receber, é preciso estar consciente e abrir-se.
Se atravessarmos a existência não apenas com os olhos e os ouvidos fechados, mas, sobretudo, com o coração e o intelecto trancados, é evidente que ficaremos sós e viveremos na pobreza.
Mostre-se um pouco mais receptivo e saberá que tudo pode tornar-se um alimento para a sua vida interior.


quarta-feira, 19 de julho de 2017

O CORPO FALA


O corpo fala e a vida cobra.
Se não nos permitimos um pouco de silêncio e solidão, respirando devagar e dando a mão aos pedidos da alma, adoecemos.
É preciso não ter medo de se aprofundar.
Ousar desconstruir-se para então se resgatar.
Entender que somos feitos de muitos novelos, e que não é possível imaginar a colcha completa sem o entrelaçamento de todos os pontos, arremates e nós...

segunda-feira, 17 de julho de 2017

LIÇÃO DE HARMONIA

Se você dá muita atenção ao sofrimento, ajuda-o a crescer.
Se dá muita atenção à felicidade, ajuda-a a crescer.
Não seja o seu próprio inimigo.
Se você se encontra imerso em sofrimento é porque tem dado muita atenção às coisas erradas.

Mude o foco da sua atenção. Mesmo se você possui somente uma única lembrança de um instante bem-aventurado, é o suficiente. Dê-lhe atenção e ele crescerá. A semente crescerá e se tornará uma grande árvore. Então você poderá descansar à sua sombra, poderá dançar à sua sombra. Poderá relaxar debaixo dela.
E uma vez que você se tornou capaz de permanecer em bem-aventurança, de permanecer na melodia, uma vez que entrou no rio, então Deus pode conversar com você diretamente.


sábado, 15 de julho de 2017

MARAVILHOSOS VILÕES


Na pequena e secular cidade, situada no sopé da montanha que abriga o mosteiro, tem um antigo e charmoso cinema em frente à praça da igreja que eu frequentava sempre que os afazeres da Ordem permitiam. Nessa noite, ao final da sessão, encontrei com Loureiro, meu amigo artesão, amante dos livros e dos vinhos. Filosofia e tinto eram as suas preferências. Consertar sapatos era o seu ofício; remendar almas, sua arte. Ele logo me convidou para uma taça em uma silenciosa taberna próxima. A conversa versou sobre o filme que acabáramos de assistir. Eu disse que o que mais me chamava a atenção era o fato de o vilão ter “roubado” a cena, face o excelente trabalho do ator na composição do personagem. O elegante artesão bebeu um gole antes de falar: “Quanto melhor o vilão, mais interessante é o herói. O vilão é essencial na vida do herói, por ajudar no seu aprimoramento. Assim na arte como na vida”.
Discordei de maneira veemente. Eu conhecia pessoas insuportáveis e o meu desejo era simplesmente fazê-las desaparecer como que em um passe de mágica. Loureiro riu e disse: “Se todos nós tivéssemos esse poder, perderíamos as melhores oportunidades de aprendizado e, consequentemente, de evolução. Os vilões têm um importante papel em nossas vidas, assim como nas telas. São os conflitos que movimentam as histórias tanto na realidade quanto na ficção e, para tanto, é indispensável que o antagonista provoque o protagonista a descobrir o melhor de si”. 
Com o maniqueísmo que me era comum à época, falei que mocinhos eram bons; bandidos eram maus. Simples assim. O sapateiro discordou: “Você já pensou que em vários momentos da vida interpretamos o papel dos vilões? Isso acontecerá todas as vezes que contrariamos o desejo de alguém. Para tanto, não é necessário que sejamos maus. Basta um simples ‘não’. Ao negar o desejo alheio, o prejudicado, por vezes, nos elege o vilão da vez”. Calei-me por nunca ter pensado sob esse prisma.  Ele disse que tentaria explicar melhor: “Partindo do princípio de que cada um é o protagonista da própria história, o vilão será sempre aquele que se opuser aos seus objetivos, nobres ou não”. Deu uma pequena pausa para um gole e continuou: “O importante é que o vilão surge para forçar o herói a exercitar o melhor de si; a se superar para vencer a dificuldade que lhe foi imposta. Seja para ultrapassar a dificuldade ou entender que não pode se arvorar em direito inexistente. Assim, os vilões nos fortalecem, aperfeiçoam e alavancam a nossa evolução. O oponente é de vital importância nas telas e na vida de todos”. 
Tornei a retrucar, eu apenas queria viver em paz com o mundo, sem a necessidade de qualquer conflito. “Sim, esse é o sonho comum, para o qual ainda não estamos prontos. Em nosso atual nível de consciência os vilões têm a função de nos arrancar da inércia e nos obrigar a caminhar; a entender a necessidade das transformações pessoais indispensáveis para o prosseguimento da jornada. Nos filmes, os heróis vão aperfeiçoar o manejo da espada; na vida real, deixamos florescer a clara sabedoria e o puro amor. O vilão acaba por fazer o papel de um mestre oculto, por impor inevitável avanço”, explicou. 
Loureiro seguiu com o seu raciocínio: “Vale ressaltar que os vilões se apresentam com diversas roupagens e não apenas como uma pessoa destinada a nos azucrinar. Dificuldades financeiras e afetivas, problemas de saúde, desastres naturais, são alguns exemplos de valiosos antagonistas a nos dar uma rasteira e impor a busca por um novo ponto de equilíbrio. O golpe nos obriga ao movimento”. Antes que eu me manifestasse, acrescentou: “E tem o mais importante”, deu uma pausa quase teatral para aguçar a minha mente e seguiu: “O mais terrível dos vilões é aquele que mora nas entranhas do herói”. 
Confessei que não tinha entendido. Loureiro me observou por alguns instantes, satisfeito com o efeito que tinha causado e falou: “Assim como um desafeto nos aprimora ao impor a lapidação em nossas virtudes para que possamos ultrapassar as adversidades, nossas sombras nos forçam, cedo ou tarde, a acender e alimentar a Luz que nos habita. Ou seremos devorados pelo outro de nós mesmos. Não raro, preferimos não acreditar onde mora o dragão que precisa ser domado. Atrasamos a viagem na tentativa de justificar os nossos sentimentos obscuros ao invés de transmutá-los. Historicamente fomos condicionados a nos proteger do inimigo ‘lá de fora’. Subimos os muros de nossas casas e vidas; vestimos máscaras do que não somos no desejo de aparentar força; nos impomos escudos contra tudo e todos, na ilusão de estarmos protegidos contra mal. Ficamos tão preocupados com os outros que esquecemos de vigiar e entender a nós mesmos. Se prestarmos atenção e formos sinceros, admitiremos que ninguém atrapalha tanto a marcha da vida como cada qual a si mesmo, toda a vez que escolhe em alimentar ou ignorar a própria face sombria, sem perceber que nesse momento o vilão se apropria da nossa vontade e nos aprisiona em uma cela sem grades. Até o dia que decidimos reagir. Esta é a história de toda a gente, esta é a verdadeira jornada do herói”. 
“Na medida que o vilão aperfeiçoa o herói na ficção, na realidade as sombras quando bem percebidas, buriladas e iluminadas, tornam-se importante fator de crescimento pessoal, a nos obrigar às indispensáveis metamorfoses evolutivas. Lembre-se, as maiores batalhas são travadas dentro de nós. Nada mais são do que a real necessidade de superação na busca por iluminação nos porões escuros do ser. Assim nos tornamos heróis da própria história, o vilão cumpre o seu destino de mestre e deixa de ser o bode expiatório para justificarmos eventuais insucessos”. 
Voltei a contestar, agora mais por teimosia do que por convicção. Para mim a ficção era bem diferente da realidade. “Sim e não. O importante é que há preciosos pontos em comum”, ele falou. “Na verdade, a ficção trabalha com arquétipos que estão adormecidos no inconsciente a espera de serem decodificados. Por isto gostamos tanto de determinados filmes e personagens, pois eles têm o poder de acordar algo que existe em nós, mas ainda não tínhamos entendido, embora de alguma estranha maneira já sentíssemos a sua falta, como uma nova virtude, até então desconhecida, mas pronta para se manifestar. Ao nos identificarmos com os propósitos do personagem, percebemos alguma coisa nele que também existe em nós, mesmo que ainda em estado embrionário. Conheço um prestigiado psicanalista que inicia a análise do paciente perguntando pelo filme que ele mais gostou de assistir na vida”.
A teoria do sábio artesão tinha desconcertado as minhas antigas e arraigadas certezas. Eu não sabia o que pensar. As ideias, quando novas, causam estranheza e precisam de tempo para amadurecer. Ele percebeu e deu o golpe final: “Os vilões maltratam, desafiam, enganam, porém, despertam o herói que há em nós toda vez que impulsionam à decisão de derrubar o muro invisível do cárcere imposto pelas limitações pessoais. Dessa maneira, acabam por nos ajudar a desenvolver habilidades adormecidas e até mesmo desconhecidas. Eles conduzem além das fronteiras que até então nos permitíamos. Nos obrigam a iluminar as próprias sombras. Terminam por ensinar a usar as asas. Despertar isto, em essência, é a força da arte em nossas vidas”. 
Deu uma breve pausa, levantou a taça, me mirou nos olhos e brincou com a devida seriedade ao fundo: “Um brinde aos vilões. Eles são tão importantes que merecem uma bonita e justa homenagem pelo crescimento que proporcionaram. Sem eles não teríamos chegado até aqui”.


sexta-feira, 14 de julho de 2017

CARTA AO MEDO


Querido Medo, a Criatividade e eu estamos prestes a pegar a estrada juntas. Sei que você virá conosco, pois sempre o faz. Reconheço que você acredita ter um trabalho importante a desempenhar na minha vida e que leva esse trabalho a sério. Ao que parece, seu trabalho é me deixar completamente em pânico sempre que estou prestes a fazer qualquer coisa interessante – e, aliás, você faz um excelente trabalho. Então fique à vontade para continuar a fazê-lo caso considere absolutamente necessário. Mas também estarei fazendo meu trabalho durante esta viagem, que é dar duro e permanecer focada. E a Criatividade estará fazendo o trabalho dela, que é permanecer estimulante e inspiradora. Há espaço suficiente no carro para todos nós, então fique à vontade, mas entenda uma coisa: a Criatividade e eu somos as únicas que vamos tomar decisões durante o percurso. Reconheço e respeito o fato de que você é parte desta família, e, portanto, nunca o excluirei de nossas atividades, mas ainda assim suas sugestões nunca serão seguidas. Você tem direito a um lugar no carro e a se manifestar, mas não tem direito a voto. Você não pode tocar nos mapas; não pode sugerir desvios de rota; não pode mudar a temperatura do ar-condicionado. Cara, nem encoste no rádio. Mas acima de tudo, meu querido e velho amigo, você está terminantemente proibido de dirigir.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

SEJA


Seja fonte!
Fonte de água pura e cristalina.
Seja água abundante para quem tem sede de amor e carinho.
Se você não tem nenhum motivo para ser feliz, seja feliz por ser fonte, por ser procurado por aqueles que precisam de você.
Seja porto!
Porto de chegada de almas cansadas...
Seja porto para aqueles que andam perdidos pelo mundo, e que precisam de um lugar tranquilo para descansar o fardo que carregam.
Para ser porto de chegada, abrace, afague, receba, dê boas vindas...
Seja porto de saída!
Saída para quem precisar partir, despedindo-se das ilusões, das dores dos fracassos e decepções.
Ajude, apoie, converse, estenda as mãos, ouça, oriente...
Seja também porto seguro para aqueles que te amam e precisam de você.
Para ser porto seguro, esqueça o ego e pense no próximo, esqueça suas dores e amenize as dores do próximo.
Seja ponte!
Ponte que liga a vida terrena à eternidade do céu.
Compreenda, perdoe...
Para ser ponte, esteja no fim da estrada daqueles que não encontram o caminho de volta.
Seja a passagem e não o atalho...
Seja o caminho livre e não o pedágio.
Seja estrada!
Estrada longa, gostosa de passear...
Estrada iluminada de dia pelo sol e de noite pelo luar.
Seja estrada que guia... estrada que conduz a outros caminhos.
Seja estrela!
Seja a estrela que mais brilha no firmamento.
Para ser estrela, ilumine os que lhe cercam, distribua luz gratuitamente.
Seja estrela guia, estrela da sorte.
Seja chuva!
Chuva que molha os corações secos, vazios de amor, de esperança, de paz.
Seja árvore!
Árvore que dá fruto para quem tem fome.
Que dá sombra e refresca o árduo calor dos caminhantes que seguem pela vida.
Porque ser árvore é ter raízes sólidas e profundas.
É ter braços que se alongam, que se estendem...
É ser forte e enfrentar temporais.
É ter suas folhas embaladas pelo vento, é ser molhada pela chuva e acalentada pelo sol, é fazer parte da criação como um ser único.

Ser tudo isso, é servir a Deus!

terça-feira, 11 de julho de 2017

O QUE É SE COLOCAR NO LUGAR DO OUTRO


Uma das operações psíquicas mais sofisticadas que aprendemos, lá pelos 7 anos, é esta, de tentarmos sair de nós mesmos para imaginar como se sentem as outras pessoas. De repente podemos olhar para a rua num dia de chuva e imaginar – o que, de certa forma, significa sentir – o frio que um outro menino pode passar por estar mal agasalhado.
Nossa capacidade de imaginar o que se passa é como uma faca de dois gumes. O engano mais comum – e de graves consequências para as relações interpessoais – não é imaginarmos as sensações de uma outra pessoa, e sim tentarmos prever que tipo de reação ela terá diante de uma certa situação. Costumamos pensar assim: “Eu, no lugar dela, faria desta maneira.”
Julgamos correta a atitude da pessoa quando ela age da forma que agiríamos. Achamos inadequada sua conduta sempre que ela for diversa daquela que teríamos. Ou melhor, daquela que pensamos que teríamos, uma vez que muitas vezes fazemos juízos a respeito de situações que jamais vivemos. Quando nos colocamos no lugar de alguém, levamos conosco nosso código de valores. Entramos no corpo do outro com nossa alma. Partimos do princípio de que essa operação é possível, uma vez que acreditamos piamente que as almas são idênticas; ou, pelo menos, bastante parecidas.
Cada vez que o outro não age de acordo com aquilo que pensávamos fazer no lugar dele, experimentamos uma enorme decepção. Entristecemo-nos mesmo quando tal atitude não tem nada a ver conosco. Vivenciamos exatamente a dor que tentamos a todo o custo evitar, que é a de nos sentirmos solitários neste mundo. Sem nos darmos conta, tendemos a nos tornar autoritários, desejando sempre que o outro se comporte de acordo com nossas convicções. E assim procedemos sempre com o mesmo argumento: “Eu no lugar dele agiria assim.”
A decepção será maior ainda se o outro agiu de modo inesperado em relação à nossa pessoa. Se nos tratou de uma forma rude, que não seria a nossa reação diante daquela situação, nos sentimos duplamente traídos: pela agressão recebida e pela reação diferente daquela que esperávamos. É sempre o eterno problema de não sabermos conviver com a verdade de que somos diferentes uns dos outros; e, por isso mesmo, solitários.
Aqueles que entendem que as diferenças entre as pessoas são maiores do que as que nos ensinaram a ver desenvolvem uma atitude de real tolerância diante de pontos de vista variados a respeito de quase tudo. Deixam de se sentir pessoalmente ofendidos pelas diferenças de opinião. Podem, finalmente, enxergar o outro com objetividade, como um ser à parte, independente de nós. Ao se colocar no lugar do outro, tentarão penetrar na alma do outro, e não apenas transferir sua alma para o corpo do outro. É o início da verdadeira comunicação entre as pessoas.


domingo, 9 de julho de 2017

PICOS E VALES


A evolução da consciência passa através de muitos altos e baixos. 
Muitas vezes ela descerá apenas para subir mais alto que antes. 
Ela passa através de vales para alcançar picos, e cada pico é apenas o início de uma nova peregrinação, 
porque um pico ainda mais alto está adiante. 
Mas para alcançar o pico mais elevado, você terá que descer novamente. 
Uma vez que você tenha entendido que isso é natural, todo o sofrimento, 
todas as nuvens simplesmente se dispersarão.
Assim, a primeira coisa a ser lembrada é: nunca fique preocupado quando chegam os dias de descer; 
mantenha sempre seus olhos nas estrelas mais distantes.
Os vales fazem parte das montanhas. 
Não se pode acabar com os vales e deixar apenas as montanhas. 
Uma vez que você entenda isso profundamente, você irá passar através dos vales dançando e cantando, 
sabendo perfeitamente bem que há um pico mais alto à sua espera.
E não há fim para essa peregrinação. 
Assim como cada dia é seguido por uma noite, cada elevação é seguida por uma descida. 
A pessoa deve aprender a exultar-se não apenas durante o dia, mas durante a noite também
 – ela tem a sua própria beleza.
Os picos têm sua glória, os vales têm sua riqueza. 
Mas se você habitua-se apenas aos picos, você começa a escolher, 
e uma consciência que começa a escolher cria um problema. 
Permaneça sem escolha e, não importa o que aconteça, aceite isso como parte natural do crescimento.
A noite pode tornar-se até mesmo mais escura, mas quanto mais escura a noite, mais perto está a alvorada. 
Sendo assim, exulte-se na noite escura e aprenda a ver a beleza da escuridão, das estrelas, 
porque durante o dia você não encontrará as estrelas. 
E nunca compare o que foi, o que deveria ser, ou o que é. 
O que existe deve ser celebrado.


sexta-feira, 7 de julho de 2017

EGO


Estar aberto para o novo é fundamental. E é o natural. Uma pessoa fechada é antinatural. Ela tem que colocar muita energia para manter-se fechada. Tem que ser muito teimosa.
Milhares de pessoas gastam toda a sua energia para manterem-se miseráveis. Elas vivem a grandiosidade ao contrário. Elas parecem estar dizendo:
- “Olhe como sou incompreendido, como meu sofrimento é imenso!” -- o ego também se nutre com o sofrimento; de alguma forma a pessoa se sente especial. Há um investimento do ego no sofrimento. 
Para mudar essa condição a pessoa tem que aceitar que é uma questão de decisão dela. No momento em que ela aceita e compreende isso, a mudança já começou a acontecer.
Mas o ego não quer. E, como diz o Osho,
-"quando o ego vence, você é o perdedor".


quarta-feira, 5 de julho de 2017

USAR A IMAGINAÇÃO PARA MUDAR O NEGATIVO EM POSITIVO


Primeira coisa de manhã, imagine-se tremendamente feliz.
Saia da cama com um humor muito feliz; radiante, borbulhante, expectante; como se algo perfeito, de infinito valor, fosse acontecer hoje.
Levante-se da cama com um humor bem positivo e esperançoso, com o sentimento de que esse dia não vai ser um dia comum, que algo excepcional, extraordinário, está esperando por você; algo que está bem perto. Tente e se lembre disso de novo e novamente durante o dia todo.
Dentro de sete dias você verá que todo seu padrão, todo seu estilo, toda sua vibração, mudou.
Quando você for dormir de noite, apenas imagine que você está caindo nas mãos divinas... como se Deus estivesse lhe sustentando, que você está no colo dele, adormecendo. Apenas visualize isso e adormeça.
Uma coisa para levar é que você deve prosseguir imaginando e permita que o sono venha, para que a imaginação entre no sono; eles estão sobrepostos.
Não imagine qualquer coisa negativa, porque se as pessoas que possuem uma capacidade imaginativa imaginarem coisas negativas, elas começam a acontecer. Se você pensa que você vai adoecer, você vai ficar doente. Se você pensa que alguém vai ser rude com você, ele será. Sua própria imaginação irá criar a situação.
Assim, se uma ideia negativa vier, mude imediatamente para um pensamento positivo. Diga não a ela. Deixe-a imediatamente; jogue-a fora.

Dentro de uma semana você começará a sentir que você está ficando muito feliz; sem absolutamente nenhum motivo.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

UMA COISA DE CADA VEZ



Uma coisa de cada vez para a gente saber aproveitar
para a gente aprender a valorizar
para decorarmos cores, sabores, tons...
Uma coisa de cada vez para a gente apreciar mais
e ter mais tempo para interpretar melhor tudo que passamos.
Uma coisa de cada vez para a gente viver melhor
cada emoção e cada surpresa
Toda alegria e toda amizade que a gente fizer...
Uma coisa de cada vez para a gente guardar com carinho na memória do coração e da mente
Para ter espaço suficiente para cada pedacinho de momento que a gente viver...
Uma coisa de cada vez para o tempo durar mais
Para a gente passar mais horas junto de
quem a gente gosta
Para a gente aproveitar melhor a música que toca ao fundo
Uma saída, um passeio
Para a gente curtir aquela risada gostosa
Uma coisa de cada vez
Porque assim sobra muito mais para todos os outros momentos
que ainda vão vir...

sábado, 1 de julho de 2017

quinta-feira, 29 de junho de 2017

terça-feira, 27 de junho de 2017